Melhores Plataformas Para Criar Site Grátis 2026

O que avaliamos e por que os critérios importam
Criar um site de teste em dez minutos não revela nada útil. Precisamos de critérios que reflitam o uso real.
Avaliamos cada plataforma em cinco dimensões:
- Limitações reais do plano gratuito (não apenas o que a página de preços diz)
- Tempo até ter algo publicável (do zero até o link funcionando)
- Qualidade do resultado sem pagar nada (domínio próprio, ads forçados, branding da plataforma)
- Curva de aprendizado para quem não é designer
- Escalabilidade — o que acontece quando o projeto crescer
O público que testou cada plataforma foi variado: um desenvolvedor criando portfólio, uma consultora montando sua página de serviços, e uma startup validando uma landing page. Contextos diferentes, expectativas diferentes.
As 8 Plataformas que Testamos na Prática
Foto: Miguel Á. Padriñán
Wix — o canivete suíço com algumas lâminas bloqueadas
O Wix continua sendo a plataforma mais conhecida, e com razão: o editor drag-and-drop é genuinamente poderoso. Em menos de duas horas, conseguimos publicar uma página de portfólio com animações, galeria de projetos e formulário de contato funcional.
O problema aparece quando você olha o resultado no navegador: a URL termina em .wixsite.com/seusite e aparece um banner do Wix no topo da página. Para projetos profissionais, isso cria uma percepção de amadorismo que é difícil de contornar.
O que funciona bem no gratuito:
- Editor visual com mais de 900 templates categorizados por setor
- Hospedagem com SSL incluído
- Formulários e coleções de dados básicas
- App market com mais de 300 integrações (várias pagas)
O que descobrimos na prática: o Wix ADI gerou um layout funcional em 4 minutos e 30 segundos respondendo 7 perguntas sobre o negócio. Para quem não quer tomar nenhuma decisão de design, é o ponto de partida mais rápido desta lista.
Quando o projeto crescer e o plano gratuito virar limitação, o plano Light (primeiro pago) custa R$17/mês no Brasil — e remove o banner e adiciona domínio próprio.
Veredito: ideal para projetos internos, testes rápidos ou quando o domínio customizado não é prioridade imediata.
WordPress.com — poder diluído no plano gratuito
O WordPress.com (diferente do WordPress.org, que é auto-hospedado) oferece um plano gratuito que entrega menos do que a marca sugere. Testamos criar um blog técnico e um site de consultoria.
O resultado foi funcional, mas limitado. O plano gratuito não permite instalar plugins — o que elimina Yoast SEO, WooCommerce e qualquer solução de formulário avançado. Os temas disponíveis são restritos a um subconjunto curado, e o site exibe publicidade do WordPress.com em posições que você não controla.
O armazenamento é de 1GB — suficiente para texto, insuficiente para qualquer projeto com imagens em alta resolução.
Ponto positivo inesperado: o editor Gutenberg ficou maduro. Com mais de 90 tipos de blocos nativos, escrever e formatar conteúdo longo tem uma experiência próxima ao Notion. Para publicar artigos técnicos detalhados, é um dos melhores ambientes gratuitos disponíveis.
Para quem faz sentido: quem quer um blog profissional e planeja migrar para o plano pago em algum momento. A curva de aprendizado do WordPress vale o investimento de tempo se você for crescer na plataforma.
Webflow — o mais próximo do profissional sem pagar
Aqui encontramos a surpresa mais significativa dos testes. O plano gratuito do Webflow (chamado “Starter”) permite publicar em um subdomínio .webflow.io com capacidades que seriam pagas em qualquer outra plataforma.
Criamos uma landing page de SaaS com:
- Animações de scroll complexas
- Layout responsivo ajustado pixel a pixel
- Formulário de captura de leads
- CMS com até 20 itens no total para conteúdo dinâmico
A curva de aprendizado é real e íngreme. O Webflow não é para quem nunca abriu um inspetor de elementos. Mas para desenvolvedores front-end ou designers que entendem CSS, é uma plataforma transformadora.
O que surpreendeu: a exportação de código HTML/CSS limpo está disponível mesmo no plano gratuito. Você pode construir no Webflow e hospedar em qualquer lugar — incluindo GitHub Pages ou Vercel.
Limitação crítica: o plano gratuito limita a 1.000 visitantes únicos por mês e permite até 2 projetos simultâneos. Para validação de produto com tráfego controlado, é suficiente. Para lançamento real, o plano Basic custa US$14/mês.
Carrd — a ferramenta certa para o trabalho certo
O Carrd é especializado em sites de uma página, e faz isso com maestria. Em 20 minutos, tínhamos uma landing page de produto com design limpo, seção de features, depoimentos e CTA funcionando.
O que mais nos impressionou foi a ausência de complexidade desnecessária. Você escolhe um template, personaliza cores e texto, adiciona seções e publica. Não tem menu de 47 opções para descobrir.
No plano gratuito:
- Até 3 sites de uma página
- Templates modernos e responsivos
- Subdomínio
.carrd.co - Sem anúncios forçados — diferencial importante nesta lista
Para quem considera o upgrade: o plano Pro Lite custa US$9 por ano — o equivalente a um café por mês — e adiciona domínio próprio, formulários com envio por e-mail e análise de tráfego.
Limitação real: sem CMS, sem blog, sem área de membros. Se o projeto crescer além de uma landing page, o Carrd vai ficar pequeno rápido. Mas para validação de produto ou página pessoal, é difícil bater.
Framer — design de nível agência, gratuito até certo ponto
O Framer chegou ao mercado como ferramenta de prototipagem e evoluiu para uma plataforma de publicação séria. Testamos criar uma página de produto SaaS e ficamos impressionados com a qualidade visual do resultado — o tipo de página que um estúdio de design cobraria R$8.000 para entregar do zero.
O editor tem uma lógica diferente do Wix ou do Squarespace — ele assume que você entende de design ou que vai usar os templates como ponto de partida sem modificações drásticas.
Framer vs. Webflow: qual escolher?
Na prática, os dois competem pelo mesmo público (designers e devs), mas com filosofias diferentes. O Webflow dá controle granular sobre cada propriedade CSS. O Framer prioriza velocidade com resultado visual alto.
Quem vem do Figma vai se sentir em casa no Framer mais rapidamente. Quem tem background em desenvolvimento vai preferir o Webflow pelo controle técnico mais explícito.
Plano gratuito do Framer: publicação em subdomínio .framer.app, até 1.000 visitações por mês, com um badge discreto no canto inferior direito que não sobrepõe o conteúdo da página. Para demonstrações e validações com investidores ou clientes, não atrapalha.
Google Sites — simples sem desculpas
Testamos o Google Sites por completude, mas a conclusão foi rápida: é uma ferramenta corporativa para documentação interna, intranets e wikis de equipe. Não é uma plataforma de criação de sites para o público geral.
O que funciona: integração nativa com Google Workspace, edição colaborativa em tempo real, zero configuração.
O que não funciona: os templates seguem o visual do Google Material de uma década atrás, personalização se limita a trocar cores e logo, e o resultado não convence em contextos comerciais externos.
Use o Google Sites se: você precisa de uma intranet ou wiki de projeto para sua equipe. Para qualquer outra finalidade, há opções melhores nesta lista.
GitHub Pages — o favorito dos desenvolvedores
Para desenvolvedores, o GitHub Pages é a opção mais interessante do mercado gratuito. Você hospeda diretamente de um repositório, tem suporte a domínio customizado sem custo adicional, SSL automático e distribuição via CDN da Fastly.
O resultado prático: sites que carregam em menos de 800ms na maioria dos testes de velocidade, sem nenhuma configuração de CDN da sua parte.
Como configuramos em menos de 30 minutos
O fluxo que testamos:
- Criar repositório no GitHub com o nome
usuario.github.io - Clonar localmente e adicionar arquivos HTML/CSS/JS (ou usar um gerador estático como Hugo ou Astro)
- Push para o repositório
- O site já está online em
usuario.github.io
Para quem usa Hugo, Jekyll ou Astro, o GitHub Pages suporta build automatizado via GitHub Actions. Você escreve em Markdown, faz push, e o site atualiza em menos de 2 minutos. Com Hugo, builds de 200 páginas levam menos de 3 segundos.
Limitação honesta: requer conforto com linha de comando e Git. Não tem editor visual. Para desenvolvedores, isso é uma vantagem — você tem controle total. Para não-desenvolvedores, é uma barreira real. O limite de 100GB de bandwidth por mês e 1GB de armazenamento por repositório cobre sem problemas qualquer portfólio ou blog pessoal.
Tabela Comparativa: o que você realmente ganha de graça
| Plataforma | Domínio próprio | Anúncios forçados | Limite de visitas | Curva de aprendizado | Melhor para |
|---|---|---|---|---|---|
| Wix | Não | Sim (banner) | Ilimitado | Baixa | Sites completos, iniciantes |
| WordPress.com | Não | Sim | Ilimitado | Média | Blogs, conteúdo |
| Webflow | Não | Não | 1.000/mês | Alta | Devs/designers, SaaS |
| Carrd | Não | Não | Ilimitado | Baixa | Landing pages, portfólios |
| Framer | Não | Badge discreto | 1.000/mês | Média | Design-first, produtos |
| Google Sites | Não | Não | Ilimitado | Baixa | Intranets, wikis |
| GitHub Pages | Sim | Não | 100GB/mês | Alta | Devs, sites estáticos |
Resultados Reais: o que cada perfil descobriu
Foto: Monstera Production
Depois de três semanas, cada testador chegou a conclusões diferentes com base no seu contexto.
O desenvolvedor freelancer ficou com o GitHub Pages para o portfólio principal. Custo zero, domínio próprio apontando para o GitHub, performance excelente. O site carrega em menos de 1 segundo. Usou o Carrd como landing page secundária para campanhas específicas.
A consultora de marketing escolheu o Wix. A limitação do subdomínio incomodou, mas o custo do plano pago — R$17/mês — é justificável quando o projeto começar a gerar receita. O tempo até ter algo publicável, 90 minutos, foi o fator decisivo.
A startup em validação foi com o Framer. O resultado visual convenceu investidores em uma demo. O limite de 1.000 visitas por mês foi suficiente para a fase de validação com tráfego controlado. Quando o produto validou e a rodada fechou, o upgrade para o plano pago foi a primeira despesa operacional.
Nossa Recomendação por Caso de Uso
Depois de tudo que testamos, a escolha certa depende de quem você é e do que precisa agora:
- Desenvolvedor ou técnico: GitHub Pages. Zero custo real, domínio próprio, controle total.
- Designer ou founder visual: Framer ou Webflow. O resultado compensa a curva de aprendizado.
- Primeira página no ar, sem experiência: Carrd para landing page simples, Wix para site completo.
- Blog ou conteúdo: WordPress.com, com plano de migrar para o pago conforme cresce.
- Uso interno/corporativo: Google Sites sem hesitação.
A armadilha que observamos repetidamente: escolher a plataforma mais sofisticada antes de ter clareza sobre o objetivo. Um portfólio simples no GitHub Pages converte melhor do que um site complexo no Webflow que ficou pela metade por falta de tempo para aprender a ferramenta.
Comece com o que você consegue publicar essa semana. Migre quando o projeto exigir. Os planos gratuitos de todas essas plataformas estão disponíveis agora — reserve duas horas, crie um projeto de teste em cada finalista e compare o resultado com seus próprios olhos. Essa é a única comparação que importa: a que parte do seu caso de uso real, não do nosso.
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Perguntas Frequentes
Dá para lançar algo profissional sem pagar nada?
Sim. Testamos 8 plataformas gratuitas por 3 semanas e confirmamos que é possível lançar portfólios, landing pages e lojas digitais profissionais sem investimento, dependendo do contexto.
Quais são as limitações reais do plano gratuito?
As principais limitações incluem domínio com branding da plataforma, banners automáticos, espaço reduzido e funcionalidades avançadas bloqueadas. Cada plataforma tem restrições diferentes conforme seu modelo de negócio.
Qual é a melhor plataforma gratuita para criar site?
Não existe uma melhor universal — depende do seu objetivo. Wix para visuais poderosos, Webflow para controle avançado, Google Sites para rapidez, GitHub Pages para desenvolvedores. O guia compara cada uma para sua escolha.